Governo do Estado e 184 prefeituras do Ceará já contrataram R$ 1,1 bilhão sem licitação durante pandemia
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| https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2020/06/08/governo-do-estado-e-184-prefeituras-do-ceara-ja-contrataram-r-11-bilhao-sem-licitacao-durante-pandemia.ghtml |
O Governo do Estado e as 184 prefeituras cearenses já contrataram, somados, R$ 1,1 bilhão em serviços e compras de materiais e equipamentos sem licitação, entre o fim de março deste ano e o início do mês de junho, após terem os decretos de estado de calamidade pública aprovados pela Assembleia Legislativa por conta da pandemia do novo coronavírus.
A medida é permitida diante da urgência para atender a demandas na Saúde, Assistência Social e outras áreas por conta da pandemia.
Os valores contratados foram divulgados nesta segunda-feira (8) pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) no Painel de Dispensa de Licitações Emergenciais e Inxegibilidades relacionados à crise do novo coronavírus.
Os dados foram levantados com base nas publicações nos Diários Oficiais do Estado e Municípios e do Portal de Licitações do TCE, onde os prefeitos devem informar todos os contratos firmados com e sem licitação.
Do total de R$ 1,1 bilhão em contratos firmados, o Estado é responsável por R$ 721 milhões e as 184 prefeituras por R$ 441 milhões. Dos contratos do feitos pelo Executivo Estadual, R$ 608 milhões foram firmados pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).
O Ceará acumula 4.192 mortes causadas pela Covid-19 e 66.218 casos confirmados da doença, segundo a última atualização da plataforma IntegraSUS da Secretaria da Saúde do estado (Sesa), realizada às 17h52 desta segunda-feira (8). Fortaleza chegou a 2.569 mortes registradas. A capital tem até o momento 27.889 diagnósticos do novo coronavírus.
Prefeituras
Já entre as prefeituras, Fortaleza detém o maior valor contratado entre todos os municípios cearenses, de R$ 250 milhões. A Capital é a cidade cearense mais atingida pela pandemia, concentrando o maior número de casos e óbitos pela Covid-19.
Por se tratar de contratos firmados, não significa que a totalidade dos recursos já foi repassada pelos gestores públicos, já que os valores são pagos de forma parcelada à medida em que os serviços são entregues, conforme explica o secretário de Controle Externo do TCE, Carlos Nascimento.

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